
28 Dezembro 2009
Cidadãos Neuróticos - Parte III

22 Dezembro 2009
Cidadão Neuróticos - Parte II
Sogro e sogra chegam em Manaus, para nos visitar. Meus pais chegam poucos dias depois.
Meu sogro e meu pai insistem em ir tomar uma cerveja na Ponta Negra, pois "deve ser bem agradável, esses botecos na Orla, né? Pertinho do Rio..."
Eu concordo com um "ahãm...", dito baixinho.
Chegando no tal "Laranjinha", o mais apresentável dos botecos que lá existem, eles pedem a dita cerveja. Olhando o cardápio, achei tudo muito caro. Meu pai diz pra eu parar de "pão-durisse" que quem vai pagar são eles.
Eu sugiro um tira-gosto mais barato (18 reais) e eles aceitam a sugestão: batata-frita com calabresa. Olha aí a "lindeza" do tira-gosto. É ou não é de matar qualquer cidadão amazonense de vergonha?!?! O lugar que é um dos pontos turísticos de Manaus, me serve uma batata frita por 18 reais, e vem isso?!?!?

Se a porção é pequena mesmo, pq não servem em um recipiente menor?!?! Ficaria mais "apresentável", sei lá... Do jeito que nos serviram, parece que o garçom veio "degustando" o prato antes de nos servir. Cruzes!!
02 Dezembro 2009
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27 Novembro 2009
Da série: Cidadãos neuróticos - Parte I
Capítulo I - Trinta e Nove Salgadinhos
Fazendo a curva, para entrar na rua da padaria onde mãe e filha comprariam pequenos quitutes, que seriam servidos no último dia de aula da pequena, a mãe avista uma vaga bem em frente ao estabelecimento.
Feliz por ter estacionado em uma excelente vaga, ela desce do carro, acompanhada da filha uniformizada e toda serelepe, pois no dia seguinte estaria oficialmente de férias, ambas entram no recinto, que estava bem lotado de clientes e juntas escolhem o que levar para a festa de escerramentodas aulas.
Dentre tantas opções, a pequena escolhe salgadinhos de frango, que infelizmente não tinham em grande quantidade. Dando aquele olhar clínico, a mãe calcula que deveriam ter uns 40 salgadinhos dispostos no balcão e entende que esta quantidade seria suficiente para os poucos mais de 12 alunos que participariam da festinha.
A atendende da padaria, muito atenciosa e solícita, se oferece para ajudar e a mãe pede que a mesma embrulhe os salgadinhos para viagem. Em pouco mais de 1 minuto, a atendente, mostrando até um certo constrangimento, volta e surpreendentemente diz: "Senhora, infelizmente não poderemos vender todos os salgadinhos. O gerente disse que a padaria só dispõe dessa quantidade, e outros clientes podem querer comprar também. Por isso não vou poder vender todos os salgadinhos pra senhora."
A mãe riu e tentando manter o bom humor disse: "Ok. Embrulhe metade pra mim, e a outra metade pra essa pequena cliente de 6 anos, aqui do meu lado! Querida, sei que você não tem culpa, você está sendo muito gentil comigo, mas acho que seu gerente não deve ter entendido direito: Eu pretendo COMPRAR os salgadinhos e não simplesmente levá-los sem pagar. Diga pra ele que isso é inaceitável".
No relógio, as horas marcavam exatamente 07h02min. A mãe precisava tomar uma decisão enquanto aguardava a atendente voltar: (01)Armava "o barraco" que a situação merecia, correndo o risco de chegar atrasada na escola da filha? (02) Largava o salgadinho, escolhia outro quitute (porque a filha tinha que levar alguma coisa) e ia embora? (03)Fazia uma "pequena reclamação" em respeito a sua filha menor de idade e só saía de lá com os salgadinhos?
A atendente volta e diz: "O gerente disse que realmente não podemos vender todos pra senhora. E que se a senhora quiser, pode ir lá com ele."
Alguém faz idéia do absurdo da situação? Enfim, o tal "gerente" não deixou outra escolha... com uma resposta dessas, ele merecia que a mãe optasse pela opção número 01, mas enquanto ela e sua filha se dirigiam ao local onde o gerente estava, ela respirou fundo algumas vezes e disse: "Bom dia. Estou com um pouco de pressa e preciso levar os salgadinhos pra festa de encerramento das aulas dessa mocinha aqui. Acho que o senhor não compreendeu direito: eu pretendo pagar pelo produto, como qualquer cliente de sua padaria. Não estou entendendo qual é o problema".
A resposta foi a mais inacreditável possível, e num tom agressivo, como se o cliente horrorizado fosse ele e não a tal mãe ele diz: "Minha senhora, é você quem não está entendendo direito. Nós não podemos vender, pois só dispomos daquela quantidade e, caso outros clientes, que habitualmente frequentam a padaria queiram comprar, vão ficar impedidos porque a senhora levou todos. Além do mais, se um cliente quiser comprar em grande quantidade, ou seja, mais de 50 salgadinhos, deve fazer uma encomenda previamente".
Olhando no relógio, a mãe limitou-se a dizer (em respeito a filha): "Qual o seu nome senhor? Álvaro? Pois bem, Álvaro. Deixa eu te explicar uma coisa: Eu vou levar todos os salgadinhos que estão "disponíveis" no balcão. E eles não são mais que 40 unidades, com toda certeza. Sendo assim, não existe a menor necessidade de "encomendar previamente". Se os salgadinhos que estão no balcão, estão lá para serem vendidos, nada me impede que eu os compra. Outra coisa: Se a padaria, às 7h da manhã, não tiver mais nenhum salgadinho disponível para a "dona Maria", sua cliente preferencial, a culpa não será minha, nem de minha filha e sim sua, pois fica evidente que não está gerenciando a padaria muito bem. Tenho dinheiro pra pagar e vou levar os produtos. Agora o sr. me dê licença. Vou aguardar lá fora, pois não posso me atrasar. Peça, por favor, pra atendente ser breve."
Ainda sem acreditar na audácia do suposto "gerente", a mãe recebe as bandeijinhas contendo todos os 39 salgadinhos e vai para o caixa, acompanhada pela atendente que diz: "Ele não é o dono da padaria. O dono é o sr. Antônio Sérgio Leitão."
A mãe agradece a gentileza da atendente, despede-se, paga os 15 reais cobrados e segue em direção a escola da filha. Ainda estarrecida, inclusive um tanto irritada, decide que irá enviar uma carta ao dono da padaria. Liga pro marido, conta o ocorrido e pensa: Mas que coisa inacreditável...
A MÃE CHATA deixa a filha na sala de aula, dá um beijo na testa da pequena, e volta pro carro pensando: "Estou boa de estimativa: errei por um". Eis a MULHER DOIDA, voltando à sua rotina normal...
24 Novembro 2009
Não chuto cachorro morto!
Pasmem! Fui intimidada por fazer questionamentos por e-mail. Questionamentos estes, dirigidos ao seguinte endereço de e-mail: faleconosco@???.com.br e feitos por meio de meu computador pessoal.
Bom, pra quem tem pelo menos o diploma de ensino médio, sabe que "fale conosco", significa exatamente isso: Fale conosco.
Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.
13 Novembro 2009
Direito do otár... digo, do consumidor.
Dia 11/09 foi a audiência de instrução da ação que eu e meu marido movemos contra a Oi. E tudo que eu queria, era que o juiz (no caso, a juíza), entendensse alguma coisa de internet e usasse ela no dia-a-dia, pra saber qual é a real sensação de ficar sem esse serviço, que na minha opinião é essencial, nos dias de hoje. E o pior, mesmo tendo pago a "bagatela" que é a porra de serviço de internet da Oi, sempre em dia (e antecipadamente).26 Outubro 2009
Caligrafia: Blergh!
"Caligrafia ainda é algo polêmico. Tem mãe que se aborrece com os bilhetes da professora pedindo mais capricho na letra. Tem outras que acham que a escola não ensina a ter a letra bonita, como antigamente, e que deveriam dar mais exercícios de caligrafia.
Para chegarmos a uma conclusão, precisamos compreender a função da escrita. Por que escrevemos? Para nos comunicar. A principal função da escrita é passar uma informação a outro. Ou para nós mesmos. E, como todo tipo de comunicação, quanto mais clara, mais fácil é compreender a mensagem.
Por exemplo, é muito chato escutar uma rádio com chiados. Ou ver TV com fantasmas. Com a escrita, funciona da mesma forma. Porém, poucos se dão conta que a "clareza" na comunicação escrita não é obtida apenas com a letra bonitinha.
Para um texto transmitir com eficiência a mensagem do autor, é preciso ser legível, ter boa ortografia, gramática, coerência (começo, meio e fim) etc. Na minha experiência como professora universitária de redação publicitária, cansei de pegar textos escritos com "letrinha de professora" que eram impossíveis de serem lidos, pois não uniam lé com cré. E já peguei "garranchos" capazes de entregar preciosidades de criatividade e raciocínio.
Qual dos dois "ruídos" é mais fácil de ser ajustado: a letra ruim ou a pobreza de raciocínio? O primeiro, obviamente. Letra ruim dá-se um jeito. Ainda mais em tempos que se tecla mais do que se escreve a mão. Já o raciocínio ruim é uma falha de formação dificílima de ser corrigida na idade adulta. E que compromete gravemente o desempenho desta pessoa em inúmeras áreas. Vamos agora retornar à infância e à sala de aula.
O que é mais fácil de ser ensinado: como desenhar uma letra bonita ou como pensar? Tará! Você acaba de descobrir porque perde-se TANTO tempo fazendo crianças preencherem linhas e linhas infinitas de caligrafia. Porque ensinar a pensar dá trabalho! E exige muito mais do professor. Tem que se estimular a leitura, tem que analisar coerência do texto, tem que investir em idas e vindas de contação de histórias, tem que ouvir, tem que refazer, tem que corrigir, tem que estimular. Muito mais fácil mandar copiar "preciso ter a letra caprichada" 150 vezes no caderno de caligrafia. Muito mais fácil pegar um caderno e corrigir com uma única anotação: "Que texto legal. Mas precisa melhorar a letra.". Muito mais fácil exigir capricho do que exigir interpretação, coerência e raciocínio.
Então devemos desencanar de cobrar letra legível? Não. Mas temos que manter o foco: a escrita serve para comunicar. A letra do seu filho está comunicando? Os outros leitores estão conseguindo entender o que ele quer transmitir? Sim, então desencane. Faça como eu e arrume outra neura. Não, ninguém entende o que ele escreve, aí sim é hora de investir no ajuste fino da letra. Como? Nunca, jamais, em hipótese alguma dizendo que a letra é feia. Letra feia não é crime. E a feiura é subjetiva. Pergunte à mamãe coruja. Se a letra de uma criança precisa ficar mais legível, pais e professores devem dizer isso a ela, sem grandes dramas. "Fulano, não estou conseguindo ler o que você escreve. Precisamos fazer uns exercícios para tornar sua letra mais fácil de entender." Ponto final. Dá-se os exercícios de caligrafia- para a criança que precisa deles - e, somado a isso, estimula-se esta criança a desenvolver atividades que precisam ser lidas por outras pessoas, como anotações de receitas culinárias, a escrita dos bilhetes na agenda, dos textos coletivos, o preenchimento de um cheque, uma matéria num jornalzinho de classe ou mural.Outra coisa que ajuda (e muito!), são os exercícios de coordenação motora. E estes devem começar bem antes do aprendizado da escrita: amassar argila, fazer uma bijuteria, recortar, colar, costurar, descascar uma fruta, abrir uma lata, brincar de se pendurar, escovar os dentes, mexer um brigadeiro na panela, etc.O mundo que vivemos não pede mais calígrafos. Pede seres pensantes, autônomos e criativos. E não é desenhando milhas e milhas de letras e fazendo quilômetros de cópias que se chega lá. "
Adorei esse texto.
Fonte: Ombudsmãe - Educação, família, consumo consciente e finais de novela.




